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Santa Luzia: história e cultura em Minas Gerais

July 17, 2017

No dia 08 de julho de 2017 estivemos na simpática cidade Santa Luzia, terra natal de uma das Mineiras. Situada na região metropolitana de Belo Horizonte, Santa Luzia conta com um centro histórico digno de Minas Gerais.

 

Infelizmente a cidade não tem grande estrutura para receber turistas, mas ainda assim, é uma boa opção para passar um dia próximo à BH.

 

Durante o sábado que estivemos lá, visitamos vários pontos históricos, alguns estão bem conservados e são lindos cartões postais. Outros estão largados pelos governantes e pela população, mas se restaurados, poderão facilmente voltar para a lista de lugares que devemos conhecer pela história que trazem.

 

Iniciamos o nosso passeio pela Rua Direita, logo no início dela, nos deparamos com a Capela de Nosso Senhor do Bonfim, construída por volta do século XVIII, a igreja é pequenininha, mas tem um charme especial.

 

 

 

“Embora não haja registro preciso sobre sua edificação, o traçado arquitetônico e as características construtivas e ornamentais sugerem ter sido erguida no final do século XVIII ou no início do século XIX. A primeira referencia ao templo data de 1832, quando é apontado pelo então bispo de Mariana, Dom Frei José da Santíssima Trindade, como pertencente a Freguesia de Santa Luzia. Em seu interior o retábulo único e dedicado ao padroeiro com sua imagem em tamanho natural. Foi restaurada em 2007."

 

Continuando o nosso passeio, ao lado direito, está situada a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, acredita-se que a construção da capela aconteceu em 1909. Achamos interessante, que a frente desta igreja está voltada para a Matriz de Santa Luzia, e não para a rua.

 

 

"Acredita-se que a primitiva capela tenha sido erguida por iniciativa dos homens pretos ainda nos primeiros tempos de formação do arraial Bom Retiro de Santa Luzia, no início do século XVIII. Em meados daquele século, recebeu melhorias com apoio dos homens brancos filiados à sua confraria. No frontão, a inscrição ‘1909' assinala, possivelmente, a data de conclusão das obras da nova reforma. O interior despojado é valorizado por retábulos com talha de inspiração Neoclássica."

 

Mais adiante, à nossa esquerda nos deparamos com o Teatro Municipal Antônio Roberto de Almeida, o qual é palco de honrarias na cidade, como entrega de placa aos cidadãos honorários. O prédio foi restaurado recentemente, mas como os demais pontos, estava fechado para visitação.

 

Na foto abaixo, pode-se visualizar em primeiro plano o teatro e no fundo a Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

 

 

Quase em frente ao teatro, fica o Solar da Baronesa, prédio que abrigava a prefeitura da cidade anos atrás.

 

 

Mais a frente, temos a visão do que era o arraial e do quanto ele deveria ser belo àquela época. Cheio de casas tombadas como patrimônio histórico, ele nos permite uma viagem no tempo, e nos dá a sensação de estarmos no século XVIII.

 

 

 

 

Continuando o passeio, nos deparamos com uma pousadinha, não tivemos a oportunidade de conhecer por dentro. Quem sabe, em breve?!

 

 

 

Seguindo em frente, à esquerda, tem a casa da Dona Dulce, um casarão que também foi tombado, mas que ao contrário de vários patrimônios pelos quais passamos, ainda é habitado.

 

 

Em frente a este casarão, fica localizado o prédio da Câmara Municipal de Santa Luzia, as reunião semanais ocorrem neste prédio e a maioria dos gabinetes do vereadores também estão neste prédio. Durante a semana é possível ver o funcionamento e ver a estrutura interna do prédio.

 

 

Ao lado da Câmara, está o ponto turístico mais conhecido da Cidade, a Igreja Matriz de Santa Luzia.

 

A Igreja Matriz de Santa Luzia foi construída no século XVIII, e desde então recebe visitas de muitos devotos da santa padroeira da Cidade, conhecida pelos milagres de cura de visão de fiéis, atribuídos a ela. Anualmente, em dezembro, a cidade celebra o dia de Santa Luzia com uma festa que ocorre na Rua Direita.

 

 

 

 

 

“A primitiva capela erguida no início do século XVIII foi ampliada, em 1744, pelas irmandades, com colaboração do sargento Joaquim Pacheco Ribeiro, em agradecimento a cura de sua visão. Embora a fachada tenha sido originalmente modificada, o interior mantém ricos trabalhos de talha, pintura e imaginaria, sendo apontada a participação de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, na feitura de medalhões e imagens no início de sua carreira. Os altares remetem, predominantemente, a segunda fase do Barroco, estilo Dom João V. A igreja foi restaurada entre 1988 e 1992.”

 

Da matriz, conseguimos ver a frente da Igreja Nossa Senhora do Rosário.

 

 

 

Em frente a Matriz, nos deparamos com o Solar Teixeira da Costa, que abriga o Museu Aurélio Dolabella (fechado), no fundo do museu, tem um lindo jardim, que infelizmente está desativado, junto com o museu.

 

 

 

Se não bastasse esse tour na Rua Direita, com suas riquezas, fomos conhecer outros pontos históricos de Santa Luzia, que infelizmente, alguns pontos nos decepcionaram bastante.

 

Visitamos o Muro de Pedras, patrimônio público municipal, palco da revolução liberal ocorrida em 1842. Aparentemente, este patrimônio está sendo revitalizado, mas foi frustrante ver que ele foi alvo de vandalismo.

 

 

 

 

Depois, fomos visitar a Fonte dos Camelos. A Fonte, construída no século XIX, era o local aonde diversas pessoas iam para buscar água para abastecer suas residências. Os antigos, diziam que quem bebia dessa fonte, voltava em Santa Luzia (Confesso que não experimentei a água, mas ela parece limpinha mesmo). A Fonte dos Camelos foi restaurada há pouco tempo, então está bem conservada.

 

 

 

Em frente a Fonte dos Camelos, tem uma pracinha convidativa. Dá pra sentar e descansar um pouco, admirando a beleza da fonte.

 

 

Continuando nosso passeio, passamos por uma outra fonte, acredito que construída em 1889, pela data escrita no topo da Fonte. Infelizmente essa fonte está desativada e “jogada as traças”.

 

 

Para finalizar o passeio, vale a pena conhecer o Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição de Macaúbas (Mosteiro de Macaúbas, para os íntimos rs). Ele fica um pouco mais distante, mas é um ponto turístico muito importante para a Cidade.

 

Chica da Silva, personagem importante da história do Brasil, frequentou o mosteiro, onde sua filha estudou. O mosteiro foi uma das primeiras escolas femininas em Minas Gerais, era o local aonde as mulheres iam para “manter"a sua honra enquanto os maridos viajavam ou enquanto ainda era solteiras. Lá aprendiam a ler, escrever, bordar e outras coisas mais. O mosteiro tem mais de 300 anos.

 

Hoje abriga algumas freiras, no sistema de clausura. Nos domingos pela manhã tem missa aberta ao público, então, para quem se interessar, é uma boa opção.

 

 

 

No mosteiro também tem um restaurante e uma “vendinha”, com os produtos que são produzidos pelas freiras. Entre eles, vocês podem encontrar o vinho de rosas (recomendo), o vinho de jabuticaba, o doce de leite (muito bom), terços, imagens e várias outras coisas. É uma boa oportunidade para trazer uma lembrança.

 

 

 

Para quem não quiser almoçar no Mosteiro, super indico o almoço no Trilhas da Serra, fica bem próximo ao Mosteiro e é uma excelente opção para comida mineira, o tradicional frango com quiabo, com ora-pro-nobis e até mesmo o bife com batata fritas para quem não curte muito este tipo de comida.

 

 

Além disso, o Trilhas da Serra conta com uma trilha para motocross, e na maioria dos finais de semana você pode ver algumas pessoas treinando. Lá você também terá a oportunidade de andar a cavalo e curtir a natureza.

 

Venha conhecer e se encantar por Santa Luzia - MG.

 

 

 

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